quarta-feira, 8 de junho de 2011

08-06-2011



Eu corria para o telemóvel, corria para tudo que me ligasse a ti, sempre com a esperança de ter alguma noticia, alguma mensagem a dizer um simples ola, a dizer se estavas bem, o que tinhas feito nos dias em que estiveste ausente, se tinhas encontrado quem te fizesse realmente feliz ou não, mas nada ! Simplesmente desanimava quando ao desbloquear o telemóvel me apercebia que não tinha nada teu! Isto tornou-se rotineiro durante muito tempo, até ao dia em que , sem eu estar há espera, o telemóvel toca, era um dos teus melhores amigos e eu por instinto atendi, pediste desculpa por teres estado tanto tempo ausente e que na verdade o sentimento não tinha mudado. Eu acreditei, parecia tudo tão sincero, tão verdadeiro. Estávamos tão felizes, pelo menos eu estava, estava completamente convencida que aquela vez era a tal, mas o que é certo, é que este episódio repetiu-se e não uma vez, mas mais, muitas mais. Até ao ponto em que eu tive de tomar uma decisão, mudar de sentimentos por ti, ou pelo menos tentar, mudar o meu destino , conhecer pessoas novas, e quando realmente encontrei uma pessoa que me era especial, decidi arriscar. Tentei ser feliz, tentei fazer esta pessoa feliz e acho que consegui. Quando te apercebeste da minha escolha, fizeste tudo para me ignorar, tentavas convencer-te a ti próprio que me tinhas tirado da cabeça, mas como as farsas nunca duram muito tempo, houve o dia em que tiveste a coragem de me enfrentar e explicar tudo o que sentias na verdade, mas era tarde demais, por muito que te valoriza-se não era o suficiente para apagar todas as mágoas e todas as cicatrizes que ainda hoje permanecem.
Só mais uma coisa, ainda agora, todos os dias de manha, vou ao telemóvel e leio sempre a  ultima mensagem tua que recebi e acredita que o receio de ler alguma coisa que venha de ti ainda me encontra várias vezes, porque queira-mos, quer não, foi muito tempo, e tempo esse que não se esquece!

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